
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reforçou a importância do combate ao assédio eleitoral e da proteção à liberdade de voto nas eleições de 2026. O tema foi abordado em conteúdo divulgado pela Rádio MPMG, com orientações sobre práticas que podem comprometer o direito de escolha dos cidadãos.
Segundo a instituição, o assédio eleitoral pode ocorrer quando trabalhadores, servidores públicos ou outros cidadãos são submetidos a pressões, ameaças ou constrangimentos para apoiar determinada candidatura ou manifestar preferência política.
Entre as situações que exigem atenção estão ameaças de demissão, possíveis retaliações profissionais e o uso de posições de autoridade para tentar influenciar decisões eleitorais.
Segundo o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, nas eleições de 2022 foram registradas 654 denúncias de assédio eleitoral no estado, de um total de aproximadamente 3,4 mil em todo o Brasil.
Em 2026, instituições da Justiça Eleitoral, da Justiça do Trabalho e do Ministério Público firmaram acordos de cooperação para fortalecer a prevenção, a troca de informações e a apuração de possíveis irregularidades.
O Ministério Público ressalta a importância de preservar o direito de cada cidadão escolher seus representantes sem intimidação ou interferências indevidas.
A orientação alcança diferentes ambientes profissionais e reforça que a liberdade de voto deve ser respeitada independentemente de partidos, candidatos ou posicionamentos políticos.
A escolha do voto é individual, livre e protegida pela Constituição Federal.